domingo, 25 de outubro de 2026
30º Domingo do Tempo Comum
Matthew 22:34-40
Ouvir a leitura completa — MP3
Primeira leitura
Exodus 22:20-26
“Aquele que oferecer sacrifício a qualquer deus, exceto somente ao Senhor, será totalmente destruído.
“Não maltratarás o estrangeiro nem o oprimirás, pois fostes estrangeiros na terra do Egito.
“Não afligireis nenhuma viúva nem órfão. Se de algum modo os afligirdes, e eles clamarem a mim, certamente ouvirei o seu clamor; e a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; e vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos, órfãos.
“Se emprestares dinheiro a algum do meu povo que esteja contigo e seja pobre, não serás para ele como um credor. Não lhe cobrarás juros. Se tomares como penhor a veste do teu próximo, restituir-lha-ás antes que o sol se ponha,
Salmo responsorial
Psalms 18:2-3,7,47,51
Eu vos amo, ó Senhor, minha força. O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; meu Deus, minha rocha, em quem me refugio; meu escudo e a força da minha salvação, minha alta torre. Invoco o Senhor, que é digno de louvor; e sou salvo dos meus inimigos.
As cordas da morte me cercaram. As torrentes da impiedade me atemorizaram. As cordas do Sheol me envolveram. Os laços da morte me surpreenderam. Na minha angústia invoquei o Senhor e clamei ao meu Deus. Ele ouviu a minha voz desde o seu templo. O meu clamor diante dele chegou aos seus ouvidos.
Então a terra tremeu e se abalou. Também os fundamentos dos montes se estremeceram e foram sacudidos, porque ele estava irado. Fumaça subiu das suas narinas. Fogo devorador saiu da sua boca. Por ele foram acesas brasas. Ele inclinou também os céus e desceu. Densas trevas estavam sob os seus pés. Cavalgou sobre um querubim e voou. Sim, planou sobre as asas do vento. Fez das trevas o seu esconderijo, o seu pavilhão ao seu redor, escuridão de águas, densas nuvens dos céus. Do resplendor diante dele passaram suas densas nuvens, granizo e brasas de fogo. O Senhor também trovejou nos céus. O Altíssimo fez ressoar a sua voz: granizo e brasas de fogo. Lançou as suas flechas e os dispersou; sim, grandes relâmpagos, e os pôs em fuga. Então apareceram os leitos das águas. Os fundamentos do mundo foram postos a descoberto pela tua repreensão, ó Senhor, pelo sopro do bafo das tuas narinas.
Ele estendeu a mão do alto. Ele me tomou. Ele me tirou das muitas águas. Ele me livrou do meu inimigo poderoso, daqueles que me odiavam; pois eram fortes demais para mim. Vieram sobre mim no dia da minha calamidade, mas o Senhor foi o meu amparo. Ele também me conduziu para um lugar espaçoso. Ele me libertou, porque se deleitava em mim.
O Senhor me recompensou segundo a minha justiça. Segundo a pureza das minhas mãos ele me retribuiu. Pois guardei os caminhos do Senhor e não me apartei perversamente do meu Deus. Pois todos os seus preceitos estavam diante de mim. Não afastei de mim os seus estatutos. Também fui íntegro para com ele. Guardei-me da minha iniquidade. Por isso o Senhor me recompensou segundo a minha justiça, segundo a pureza das minhas mãos aos seus olhos.
Com o misericordioso te mostras misericordioso. Com o homem íntegro te mostras íntegro. Com o puro te mostras puro. Com o perverso te mostras sagaz. Pois tu salvas o povo aflito, mas os olhos altivos abates. Pois tu acendes a minha lâmpada, ó Senhor. O meu Deus ilumina as minhas trevas. Pois contigo avanço contra uma tropa. Pelo meu Deus salto sobre um muro.
Quanto a Deus, o seu caminho é perfeito. A palavra do Senhor é provada. Ele é um escudo para todos os que nele se refugiam. Pois quem é Deus, senão o Senhor? Quem é rocha, além do nosso Deus, o Deus que me cinge de força e torna perfeito o meu caminho? Ele faz os meus pés como os pés das corças e me estabelece sobre as minhas alturas. Ele adestra as minhas mãos para a guerra, de modo que os meus braços vergam um arco de bronze.
Também me deste o escudo da tua salvação. A tua mão direita me sustenta. A tua brandura me engrandeceu. Alargaste os meus passos sob mim, e os meus pés não vacilaram. Perseguirei os meus inimigos e os alcançarei. Não voltarei atrás até que sejam consumidos. Eu os traspassarei, de modo que não poderão levantar-se. Cairão sob os meus pés. Pois tu me cingiste de força para a batalha. Subjugaste debaixo de mim os que se levantaram contra mim. Também fizeste os meus inimigos me voltarem as costas, para que eu exterminasse os que me odeiam. Clamaram, mas não havia quem os salvasse; clamaram até ao Senhor, mas ele não lhes respondeu. Então os reduzi a pó diante do vento. Eu os lancei fora como a lama das ruas.
Tu me livraste das contendas do povo. Tu me puseste por cabeça das nações. Um povo que eu não conhecia me servirá. Assim que ouvirem falar de mim, me obedecerão. Os estrangeiros se submeterão a mim. Os estrangeiros desfalecerão e sairão tremendo dos seus refúgios.
Vive o Senhor; e bendita seja a minha rocha. Exaltado seja o Deus da minha salvação, o Deus que executa a vingança por mim e submete os povos debaixo de mim. Ele me resgata dos meus inimigos. Sim, tu me elevas acima dos que se levantam contra mim. Tu me livras do homem violento. Por isso te darei graças, ó Senhor, entre as nações, e cantarei louvores ao teu nome. Ele concede grandes vitórias ao seu rei e mostra bondade ao seu ungido, a Davi e à sua descendência, para todo o sempre.
Segunda leitura
1 Thessalonians 1:5-10
e que a nossa Boa Nova chegou até vós não apenas em palavra, mas também em poder, e no Espírito Santo, e com muita convicção. Sabeis que espécie de homens nos mostramos ser entre vós, por amor de vós. E vós vos tornastes imitadores de nós e do Senhor, tendo recebido a palavra em meio a muita tribulação, com a alegria do Espírito Santo, de modo que vos tornastes um exemplo para todos os que creem na Macedônia e na Acaia. Pois, partindo de vós, a palavra do Senhor ressoou não somente na Macedônia e na Acaia, mas em todo lugar se difundiu a vossa fé em Deus, de modo que não temos necessidade de dizer coisa alguma. Pois eles mesmos anunciam a nosso respeito que acolhida tivemos entre vós, e como vos convertestes dos ídolos a Deus, para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro, e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos — Jesus, que nos livra da ira que há de vir.
Evangelho
Matthew 22:34-40
Mas os fariseus, quando ouviram que ele havia silenciado os saduceus, reuniram-se. Um deles, um doutor da lei, fez-lhe uma pergunta, pondo-o à prova. “Mestre, qual é o maior mandamento da lei?” Jesus lhe disse: “‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.’ Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo.’ Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”
Lectio
Há um fio que atravessa estas leituras e que talvez surpreenda: quando Jesus resume toda a Lei e os Profetas nos dois mandamentos do amor, Ele não está inventando algo novo. Está a apontar para trás, para páginas como esta do Êxodo, onde Deus fala da viúva, do órfão, do estrangeiro, do pobre a quem se empresta dinheiro. O amor a Deus e o amor ao próximo não são duas devoções separadas — são um único movimento do coração que Deus sempre quis. E é impressionante notar onde Deus escolhe estar mais atento: no clamor de quem não tem ninguém que o defenda. "Se eles clamarem a mim, certamente ouvirei o seu clamor." Deus tem, por assim dizer, um ouvido especialmente afinado para a voz dos que ninguém escuta.
O Salmo mostra-nos o outro lado dessa mesma escuta. Aquele que se sentiu tragado pelas "cordas da morte", cercado pelas águas, é exatamente o pobre que clamou — e foi ouvido. "Na minha angústia invoquei o Senhor... Ele ouviu a minha voz." A rocha, a fortaleza, o libertador de que fala o salmista não é uma ideia abstrata de Deus, mas a experiência concreta de ter sido tirado das muitas águas quando já não havia força própria. Aqui está a raiz de tudo: só ama verdadeiramente o próximo abandonado quem, num momento qualquer, se descobriu a si mesmo abandonado e resgatado.
Talvez seja por isso que Paulo pode dizer aos tessalonicenses que a Boa Nova chegou "não apenas em palavra, mas também em poder". A fé deles não ficou nas ideias — converteram-se dos ídolos ao Deus vivo, e essa conversão ressoou por toda a parte sem precisarem de a proclamar. Quando o amor é real, ele não precisa de ser anunciado; simplesmente se vê. Vive-se na veste devolvida antes do pôr do sol, no juro que não se cobra, no estrangeiro que se acolhe porque também nós fomos, um dia, estrangeiros.
Quem é hoje, na tua vida concreta, a "viúva" ou o "estrangeiro" — a pessoa sem quem te defenda cujo clamor tu podes ouvir, mas de quem preferes desviar o olhar?
Consegues nomear a "muita água" de que Deus já te tirou, e reconhecer que é precisamente essa memória que te torna capaz de ter misericórdia com alguém que agora se afoga?
Santo do dia
Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, religioso brasileiro, +1822
A Ora lê isto em voz alta todas as manhãs, gratuitamente. Ora