sábado, 4 de julho de 2026
Sábado da 13ª semana do Tempo Comum
Matthew 9:14-17
Ouvir a leitura completa — MP3
Primeira leitura
Amos 9:11-15
Naquele dia, levantarei a tenda caída de Davi, repararei as suas brechas, restaurarei as suas ruínas e a reconstruirei como nos dias antigos; para que possuam o remanescente de Edom e todas as nações que são chamadas pelo meu nome”, diz o Senhor, que realiza isto. “Eis que vêm os dias”, diz o Senhor, “em que o lavrador alcançará o ceifeiro, e o pisador de uvas aquele que lança a semente; e o vinho doce gotejará dos montes e correrá das colinas. Restaurarei o meu povo de Israel do cativeiro, e eles reconstruirão as cidades arruinadas e nelas habitarão; plantarão vinhas e beberão o seu vinho. Também farão jardins e comerão os seus frutos. Eu os plantarei na sua terra, e nunca mais serão arrancados da terra que lhes dei”, diz o Senhor, vosso Deus.
Salmo responsorial
Psalms 85:8-9,10-11,12-13
Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia. Concedei-nos a vossa salvação. Escutarei o que Deus, o Senhor, há de falar, pois Ele anunciará a paz ao seu povo, aos seus santos; mas que eles não voltem à insensatez. Certamente a sua salvação está próxima daqueles que O temem, para que a glória habite em nossa terra. A misericórdia e a verdade se encontram. A justiça e a paz se beijam. A verdade brota da terra. A justiça olha desde o céu. Sim, o Senhor concederá o que é bom. A nossa terra produzirá os seus frutos.
Evangelho
Matthew 9:14-17
Então, os discípulos de João aproximaram-se dele, dizendo: "Por que nós e os fariseus jejuamos com frequência, mas os teus discípulos não jejuam?" Jesus respondeu-lhes: "Acaso podem os amigos do esposo estar de luto enquanto o esposo está com eles? Mas virão dias em que o esposo lhes será tirado, e então eles jejuarão. Ninguém coloca um remendo de pano novo numa veste velha, pois o remendo repuxaria a veste, e o rasgão tornar-se-ia pior. Tampouco se coloca vinho novo em odres velhos; caso contrário, os odres se rompem, o vinho se derrama e os odres se estragam. Pelo contrário, coloca-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam."
Lectio
Há um fio de vinho que atravessa todas as leituras de hoje, e talvez Deus queira que o sigamos. Amós promete uma terra onde o vinho doce gotejará dos montes, onde as ruínas serão reconstruídas e o que foi arrancado será replantado para nunca mais. É a promessa de uma restauração tão abundante que o ceifeiro mal terá terminado quando o lavrador já recomeçar — uma vida que transborda, que não cabe nos velhos limites do cativeiro. E no Evangelho, Jesus fala desse mesmo vinho novo que não pode ser guardado em odres velhos. A novidade de Deus não vem para remendar o que já existe; vem para refazer o próprio recipiente que somos.
Talvez seja por isso que os discípulos de João não entendem por que ninguém está jejuando. Eles ainda medem a fé pelos gestos antigos, pela tristeza do luto, pela espera. Mas o Esposo está presente, e a presença muda tudo. O Salmo nos diz que a misericórdia e a verdade se encontram, que a justiça e a paz se beijam — não como ideias que discutimos, mas como um abraço que acontece quando deixamos Deus reconstruir as nossas brechas. Há uma alegria reservada para quem permite essa reconstrução, em vez de insistir em costurar pano novo sobre a veste gasta da própria vida.
A pergunta que o dia nos deixa é se temos coragem de ser odres novos — de deixar que Deus não apenas conserte, mas transforme. Porque o vinho que Ele oferece é generoso demais para caber em quem se recusa a mudar.
Que parte da sua vida você tem tentado apenas "remendar" — uma relação, um hábito, uma ferida antiga — quando Deus talvez esteja lhe pedindo algo inteiramente novo, e você tem medo de que o pano repuxe e o rasgão piore?
Onde, hoje, você ainda vive no luto e no jejum da ausência, sem perceber que o Esposo já está presente ao seu lado, esperando que você reconheça que há motivo para alegria?
Santo do dia
Santa Isabel de Portugal, rainha, +1336
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