quarta-feira, 13 de maio de 2026
Nossa Senhora de Fátima – festa
Matthew 12:46-50
Ouvir a leitura completa — MP3
Primeira leitura
Acts 17:15,22-34,18:1
Abriu-se o templo de Deus que está no céu, e a arca da aliança do Senhor foi vista no seu templo. Seguiram-se relâmpagos, vozes, trovões, um terremoto e uma grande saraivada.
Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, com a lua debaixo dos seus pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. Estava grávida, e clamava em dores, no trabalho de dar à luz.
Apareceu no céu outro sinal. Eis um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as cabeças sete diademas. A sua cauda arrastou a terça parte das estrelas do céu e as lançou sobre a terra. O dragão colocou-se diante da mulher que estava para dar à luz, a fim de devorar o seu filho quando ela desse à luz.
Ela deu à luz um filho, um menino, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono. A mulher fugiu para o deserto, onde tem um lugar preparado por Deus, para que ali a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.
Então ouvi uma voz forte no céu, dizendo: “Agora chegou a salvação, o poder e o Reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque foi lançado por terra o acusador dos nossos irmãos, aquele que os acusava diante do nosso Deus dia e noite.
Salmo responsorial
Psalms 45:11-12,14-15,16-17
Assim o rei desejará a tua beleza; honra-o, pois ele é o teu senhor. A filha de Tiro vem com um presente. Os ricos entre o povo suplicam o teu favor. Ela será conduzida ao rei em vestes bordadas. As virgens, suas companheiras que a seguem, serão trazidas a ti. Com alegria e regozijo serão conduzidas. Entrarão no palácio do rei. Os teus filhos tomarão o lugar dos teus pais. Tu os farás príncipes por toda a terra. Farei que o teu nome seja lembrado por todas as gerações. Por isso os povos te louvarão para todo o sempre.
Evangelho
Matthew 12:46-50
Enquanto ele ainda falava às multidões, eis que sua mãe e seus irmãos estavam do lado de fora, procurando falar com ele. Alguém lhe disse: “Eis que tua mãe e teus irmãos estão do lado de fora, procurando falar contigo.” Mas ele respondeu àquele que lhe falava: “Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos?” E, estendendo a mão para seus discípulos, disse: “Eis minha mãe e meus irmãos! Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe.”
Lectio
Há uma mulher no centro destas leituras, e ela não aparece coroada de estrelas por acaso. No Apocalipse, a vemos grávida, clamando em dores, com um dragão à sua frente pronto a devorar o que ela ama mais. É uma imagem que desmente qualquer ideia açucarada de Maria. Ser mãe do Salvador — e ser mãe de qualquer um de nós — significa dar à luz no meio da ameaça, sustentar a vida enquanto o medo range os dentes bem perto. A glória e a dor não são fases separadas na vida dela; são o mesmo momento.
E então, no Evangelho, Jesus faz aquela pergunta que parece quase fria: "Quem é minha mãe?" Mas não é rejeição — é alargamento. Ele não está negando Maria; está revelando o que a torna verdadeiramente sua mãe. Não é apenas o sangue, é o *sim*, é fazer a vontade do Pai. Maria pertence a essa família dupla: mãe pela carne e mãe pela fé. E é exatamente aí que somos convidados a entrar. A porta que Cristo abre é estreita mas real: quem faz a vontade do Pai torna-se irmão, irmã, mãe dele.
Em Fátima, foi assim também — uma mãe aparecendo a três crianças pobres, pedindo não grandes feitos, mas fidelidade cotidiana, oração, um coração que diz sim mesmo quando o dragão parece maior que o céu. A santidade quase nunca é espetacular. É a mulher no deserto, sustentada por Deus dia após dia, guardando a vida que lhe foi confiada.
O que é, hoje, a "vontade do Pai" que você sabe que está evitando fazer — não algo abstrato, mas aquela coisa concreta que já lhe veio à mente enquanto lia isto?
Há alguma pessoa na sua vida que você trata como "de fora", como aqueles que ficaram à porta, quando Cristo talvez esteja lhe pedindo para reconhecê-la como irmão ou irmã?
Santo do dia
S. Pedro Regalado, religioso, +1456
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