domingo, 18 de outubro de 2026
29º Domingo do Tempo Comum
Matthew 22:15-21
Ouvir a leitura completa — MP3
Primeira leitura
Isaiah 45:1,4-6
Assim diz o Senhor ao seu ungido, a Ciro, cuja mão direita eu segurei, para subjugar nações diante dele e desarmar os reis; para abrir as portas diante dele, e os portões não se fecharão: Por amor de Jacó, meu servo, e de Israel, meu escolhido, eu te chamei pelo teu nome. Dei-te um título de honra, ainda que não me conhecesses. Eu sou o Senhor, e não há outro. Além de mim, não há Deus. Eu te fortalecerei, ainda que não me conheças; para que se saiba, desde o nascer do sol e desde o poente, que não há ninguém além de mim. Eu sou o Senhor, e não há outro.
Salmo responsorial
Psalms 96:1,3,4-5,7-8,9-10,10
Cantai ao Senhor um cântico novo! Cantai ao Senhor, toda a terra. Anunciai a sua glória entre as nações, e as suas maravilhas entre todos os povos. Pois grande é o Senhor, e mui digno de louvor! Ele é mais temível do que todos os deuses. Porque todos os deuses dos povos são ídolos, mas o Senhor fez os céus. Tributai ao Senhor, ó famílias das nações, tributai ao Senhor glória e força. Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome. Trazei oferendas e entrai nos seus átrios. Adorai o Senhor em vestes sagradas. Tremei diante dele, toda a terra. Dizei entre as nações: “O Senhor reina.” Também o mundo está firmado. Não pode ser abalado. Ele julgará os povos com equidade.
Segunda leitura
1 Thessalonians 1:1-5
Paulo, Silvano e Timóteo, à assembleia dos tessalonicenses em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo: Graça e paz a vós, da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. Sempre damos graças a Deus por todos vós, lembrando-vos em nossas orações, recordando sem cessar a vossa obra da fé, o vosso trabalho da caridade e a vossa perseverança da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai. Sabemos, irmãos amados por Deus, que fostes escolhidos, e que a nossa Boa-Nova chegou a vós não somente em palavra, mas também em poder, e no Espírito Santo, e com muita convicção. Vós sabeis que espécie de homens nos mostramos ser entre vós, por amor de vós.
Evangelho
Matthew 22:15-21
Então os fariseus foram e deliberaram sobre como poderiam apanhá-lo em suas palavras. Enviaram-lhe os seus discípulos, juntamente com os herodianos, dizendo: “Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, sem te importares com quem quer que seja, pois não fazes acepção de pessoas. Dize-nos, pois, o que te parece? É lícito pagar tributo a César, ou não?” Mas Jesus, percebendo a malícia deles, disse: “Por que me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo.” E trouxeram-lhe um denário. Ele lhes perguntou: “De quem é esta imagem e esta inscrição?” Responderam-lhe: “De César.” Então lhes disse: “Dai, portanto, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.”
Lectio
Há um fio surpreendente que atravessa estas leituras: Deus age através de quem não o conhece, e reivindica o que é verdadeiramente seu. Ciro, o rei persa, é chamado de "ungido" — messias — por um Deus que ele nunca adorou. "Eu te chamei pelo teu nome, ainda que não me conhecesses." Que humildade nos pede esta palavra: reconhecer que a mão de Deus se move em pessoas, acontecimentos e histórias que não trazem o seu nome escrito, que não passam pelas nossas categorias religiosas. O Senhor não fica preso aos limites da nossa compreensão dele.
E no Evangelho, quando Jesus toma o denário e pergunta "De quem é esta imagem?", ele está fazendo mais do que resolver uma armadilha política. A moeda traz a imagem de César; devolvei-a a César. Mas a pergunta ecoa fundo: e eu, de quem trago a imagem? A resposta está escondida desde o primeiro capítulo do Génesis — fomos feitos à imagem de Deus. Assim, "dai a Deus o que é de Deus" não é uma questão de impostos, mas de pertença total. César pode reclamar o metal cunhado com o seu rosto; Deus reclama a pessoa inteira, gravada com o seu.
O mais tocante é que este Deus que reivindica tudo é o mesmo que, na carta aos Tessalonicenses, é lembrado não por exigências mas por gratidão — por uma fé que trabalha, uma caridade que se cansa, uma esperança que persevera. É assim que devolvemos a Deus o que é de Deus: não com um tributo forçado, mas com uma vida que responde ao amor com amor.
Onde é que, esta semana, te custou reconhecer que Deus podia estar a agir através de alguém que não partilha a tua fé ou os teus valores?
Que parte concreta da tua vida — uma decisão, uma relação, um medo — ainda entregas a "César" quando ela, no fundo, leva gravada a imagem de Deus e a Ele pertence?
Santo do dia
S. Lucas, Evangelista
A Ora lê isto em voz alta todas as manhãs, gratuitamente. Ora